Obrigado Pioneiros

 

1923

Se o tempo estava bom, se havia vento sul, não sabemos. Se porém, o vento não soprou, alguém o fêz no ouvido de alguém.

“Vão fazer um time novo!”

Isto era coisa do Horn, do Oliveira, do Joel, do Pereira, do Carreirão, do Freta, do Mambrini, e de muitos outros.

Reuniu-se o pessoal. Um nome para o clube ? Ainda não era importante. Importante era jogar… e ganhar.

O jôgo foi contra o Humaitá da Pedra Grande. O campo era o “Baú”. Os dois quadros não viam os extremos. Isto é, um goleiro não via o outro pois o centro do “gramado” era um morro. Mas, que importava? E o Humaitá perdeu. Nem é preciso dizer que a festança foi grande.

Mas está dito.

Depois veio o segundo jôgo. Ainda contra o Humaitá. E já havia uma sugestão para o nome : Independência. Oliveira (Arnaldo) não concordou. Já havia um Independência no Estreito.

“Que tal AVAHY?” ( sic )

(O Arnaldo acabara de ler “História do Brasil” de Rocha Pombo – vai daí…)

E foi aprovado.

E como AVAHY jogaram e ganharam outra vez. 2 x 1. A festa foi maior do que a primeira. Claro. E foi feita a ata de fundação. Estatuto não era preciso. Mensalidade sim. 10 tostões ( compra-se um quilo de carne com tal quantia ).

Passaram muitos ventos-sul.

Até 1924 D.C.

Figueirense, Internato e Externato do Colégio Catarinense, Trabalhista e AVAHY resolveram fundar a Liga. E fundaram.

Daí para frente, vitorioso ou derrotado, ( em partidas, claro ) o AVAHY cresceu sempre.

Foi campeão em 24.
Foi primeiro tri-campeão – municipal – 26-27-28.
E chegou a glória. Obteve três campeonatos municipais.
9 vêzes campeão do Estado.
Único no Estado a obter um tetra-campeonato ( 42, 43, 44, 45 ).

E continua a crescer.

O passado nos lembra suas primeiras figuras :

Amadeu Horn
Arnaldo de Oliveira
Osvaldo Rodrigues Pereira
Nestor Carreirão
Luiz Arêas Horn
Joel Souza
Carlos Pires
Artur Mambrini Filho
Waldemar Alves
João Lobo
José Falção da Freta
Durval
Walter Lange
José Silva
Accioli Vieira
Fernando Cleto Duarte
Donato Mello
Castro Madeira

Tantos e tantos outros. Que fizeram o Avaí ser.

47 anos depois, só resta voltar os olhos ao passado e dizer :

Obrigado pioneiros !

(texto original extraído da revista Catarinão – 70, número 2, junho de 1970)

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