Enviado por SouAvaianoem 6/09 19:13 (128 leituras internas)
Davi até que entrou bem na vaga do Válber, diante do Atlético Paranaense, mas o Sávio está perto de pendurar as chuteiras. Assim que foi chamado pelo Antônio Lopes, a chiadeira de quem estava nas sociais foi grande. O Sávio não emplacou e a campanha ruim do time também tem parcela dele, porque era o jogador em que a torcida depositava mais confiança. No entanto, Sávio é uma caricatura de jogador de futebol profissional. E olha que treina todo dia com bola, recebe em dia e tem as melhores condições de trabalho, mas a sua produção chega a ser ridícula.
Enviado por SouAvaianoem 5/09 20:22 (156 leituras internas)
O Avaí não parecia com gana, com garra, com ímpeto, com determinação de um time que almeja vencer. Equipes que adotam este perfil, são perdedoras. O Leão foi derrotado por 1 a 0 para o Atlético muito mais por culpa sua do que por mérito do adversário.
Sabe aquele jogo morno, futebol tico-tico, falta de objetividade, dois times sem ambição, como se estivessem (embora não seja a realidade) cumprindo tabela?
Pois é, assim foi o primeiro tempo do duelo. Poderiam jogar 400 minutos e ninguém faria gol. Só bola de segurança, “toquinho” para o lado, investidas pouco inspiradas.
Um tanto irritante o futebol apresentado.
Até porque não combina com o que nos acostumamos a ver do Avaí neste campeonato, um futebol condescendente, pouco agudo, desleixado.
No segundo tempo, a mesma coisa. Aí o gol no último minuto, que deu a vitória aos atleticanos, puniu o time que jogava em casa e, teoricamente, deveria ser o mais interessado em vencer.
Este jogo de ontem é daqueles que faz o ingresso caro da Ressacada parecer uma fortuna. Os Avaí jogaria um turno inteiro e não faria gol jogando daquele jeito.
São seis jogos seguidos sem vitória. É muito, não? E a queda na tabela é uma realidade preocupante.
Enviado por SouAvaianoem 2/09 23:10 (236 leituras internas)
Santos e Avaí foi um jogão de bola. Eletrizante. Gostoso de assistir. Para quem não é avaiano, claro. Porque quem torce para o Leão não quer saber de espetáculo, quer vitória. E deseja que seu time seja mais efetivo, exatamente como foi o adversário.
Foram 10 minutos de pressão logo no início de partida e uma boa conclusão, precisa, de Neymar antes do primeiro minuto. Uma segunda boa conclusão na etapa final, de Marcel. E um gol de Válber, depois de uma dezena perdidos.
À competência de Neymar e Marcel poderia se resumir a vitória do Santos, por 2 a 1, sob o ponto de vista da torcida do Peixe.
Sob o ponto de vista da torcida avaiana, há muito o que lamentar.
Não falo só de mais uma derrota. Seqüência que precisa ser interrompida, a qualquer custo, com uma vitória sobre o Atlético-PR.
Falo de lamentar que, nos diversos picos de domínio ao longo da partida (pelo menos uns quatro momentos em que o Leão envolveu o Peixe) o Avaí não foi competente para marcar e empatar (já que o segundo gol foi já no quarto final de jogo).
O maior responsável por esta situação (não o único) foi Vandinho.
Além de perder gols que centroavante não perde (um por azar, a bola na trave), ainda foi egoísta em pelo menos dois momentos em que deixaria companheiros livres.
Outros que tiveram chances (principalmente Laércio, mas Válber e Rudnei também falharam) não foram precisos.
Quando Válber desencantou, já era tarde.
Ou seja, podemos computar esta derrota dentre aquelas injustas do ponto de vista de produção dos times, mesmo contra o Santos e na Vila. Mas justa pela competência individual.
Não podemos absolver o comando de ataque por tanta falta de precisão.
E podemos absolver Lopes, que não contou com Caio e Robinho (nem falo de Roberto, este fora por um bom tempo).
Enviado por SouAvaianoem 29/08 23:38 (133 leituras internas)
O empate no Estádio Serra Dourada, conquistado pelo Avaí contra o Atlético-GO, não foi de todo um resultado ruim. O jogo teve altos e baixos, e o placar de 2 a 2 acabou sendo justo.
O Avaí errou em não marcar o meia Elias, autor dos dois gols do Atlético e que já havia marcado três no Palmeiras. Jogou sozinho e, a partir do momento em que Marcinho Guerreiro passou a marcá-lo, ele parou de jogar. O bom do Avaí foi que Vandinho voltou a fazer gols depois de um longo jejum, e Valber também fez uma grande partida.
Penso que o técnico Antônio Lopes precisa rever algumas posições. A vitória era esperada até pela posição do adversário. Agora o Leão tem pela frente o Santos na Vila Belmiro, quinta-feira.
Enviado por SouAvaianoem 29/08 20:52 (207 leituras internas)
O empate em 2 a 2 do Avaí com o Atlético-GO teve uma importância apenas psicológica. Ele estancou o sangramento provocado por três derrotas consecutivas (duas no Brasileiro).
Uma pena que a vitória não tenha vindo, só ela cicatrizaria a ferida e seria vital, além da parte anímica (palavra em homenagem ao amigo Renato Igor) para a situação na tabela.
Portanto, ainda é preciso cuidar do ferimento. E a tarefa é espinhosa. O Avaí encara o Santos, lá na Vila.
Ora, fraquejou contra Botafogo e Inter, todos na briga do G-4. Está na hora de encontrar forças contra outro adversário da mesma estirpe de colorados e alvinegros.
Brasileiro da elite é isso mesmo. Num jogo você sua sangue, no outro quebra pedra com a cabeça.
Quanto ao jogo, foi uma ação entre goleadores. Vandinho deu as caras (14 gols na temporada, passou o Roberto), mas o Elias seguiu iluminado, cinco gols em dois jogos.
Enviado por SouAvaianoem 26/08 00:21 (208 leituras internas)
Minha tese é de que o Inter só superou o Avaí por 1 a 0 por ter entendido a necessidade de respeitar o Avaí.
O Internacional resolveu o jogo nos 15 minutos iniciais. Quando deu aquela pressão absurda e chegou ao seu gol.
Daí em diante, tivemos um jogo “pegado”, com momentos de imposição ora de um, ora de outro.
Foi uma partida nervosa, jogadores mais exaltados que o normal, de ambos os lados.
O Avaí não se intimidou diante de uma das melhores equipes do país no momento.
Como eu previ, seria um dos duelos mais difíceis para o Leão na Ressacada.
O jogo foi corrido e indefinido o tempo todo.
Aliás, a expulsão do Wilson Mathias foi justa. Um jogador limitado não só em seu futebol, como de cabeça. A entrada que deu, no meio-campo, desfalcando o time, foi inconsequente.
Tanto avaianos quanto colorados aqui na redação do DC ficaram o tempo todo sem respirar. Sabiam que a qualquer momento ou o Inter poderia ampliar, ou o Avaí empatar.
O respeito que o Inter jogou com o Avaí foi, para mim, a chave da vitória apertada.
Qualquer time que não entenda o excelente time que tem o azurra, não vai superá-lo. Para tal, além de um time acima da média, tem que ter respeito. Foi o que os colorados gaúchos demonstraram.
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Postado por Marcos Castiel, às 21:24 Categorias: Avaí, Futebol catarinense, Série A, Todos os posts | | Link permanente| Tags: Avaí, Internacional, Série A | Figueira e a deliciosa liderança isolada
24 de agosto de 2010
Pela enésima vez peço desculpas aos blogueiros porque, nos jogos de meio de semana, não consigo acompanhar as partidas, por estar cedido à Política.
Ontem, assisti aos 15 minutos finais da partida, já quando o 2 a 1 estava estabelecido. Depois terminou 3 a 1 para o Figueira sobre o América.
Fica o gostinho, delicioso, da liderança isolada.
Deixo aos blogueiros as avaliações técnico-táticas.
O que não escapa é a constatação de que tivemos maravilhosos resultados combinados para o time de SC.
E o próximo duelo? Simplesmente Figueira e Coxa, no Scarpelli.
Estreia do bandeirão. E Scarpelli lotado.
Não tenho a menor dúvida de que teremos mais de 15 mil pessoas no estádio, até porque o Coxa ocupa o espaço do visitante com consistência.
Jogão com gostinho de decisão. Acho até que assim pode ser considerado.
Enviado por SouAvaianoem 23/08 13:36 (414 leituras internas)
Sou um admirador dos preparadores físicos. Tenho certeza absoluta que a imposição física é, hoje em dia, um primeiro grande passo para o sucesso de um time.
O segundo passo (e mais importante) é o talento individual.
O terceiro passo é o aspecto coletivo.
Na parte física, se impõe o planejamento de base (feito na pré-temporada) e as ações a curto prazo (demandas por lesão e negociações com chegadas de novos jogadores).
Na parte individual, é a montagem do grupo. E a administração dos “egos” e comportamentos.
Na parte coletiva, cabe ao técnico.
Se você tem boa preparação física, alguns talentos que fazem a diferença e este time consegue jogar junto, ele luta na parte de cima da tabela.
Nesta categoria estão o Fluminense e o Corinthians.
Ambos têm técnico, preparação física e talentos. E estão lutando pelo título.
Santos, Inter, Palmeiras e Cruzeiro têm as três categorias (preparo, técnicos bons e talento à disposição) a qualquer momento podem deslanchar.
Há um grupo de times em que há alguma deficiência, então o limite é a regra o tempo todo.
Nestes, acredito, se enquadram Botafogo, Flamengo, Vasco, São Paulo (no caso do tricolor paulista falta o técnico no tripé), Atlético-PR e Grêmio.
Os demais, vão do momento, como Guarani, Grêmio Prudente e Ceará.
Sobrou o Atlético-GO, time que me parece no caminho clássico do rebaixamento.
E o Avaí?
Bom, o Leão tem técnico. Lopes é excelente treinador.
O Avaí tem bons nomes, inclusive à disposição no banco.
E tem uma preparação física de ótimo nível, que não deixa a desejar na elite.
Então, pode, tranquilamente, pensar alto.
Mas, na minha opinião, é daqueles times que joga no limite, no fio da navalha, não deve poupar ninguém, embora aceite o planejamento feito e torça para que ele mostre resultados.
Assim como torço para que a notícia do clicRBS gaúcho seja verdade e o Inter vá poupar jogadores contra o Avaí.
Não que o jogo fique fácil para o Leão, mas é melhor pegar um adversário direto na tabela sem a força máxima. O Botafogo que o diga.
Enviado por SouAvaianoem 22/08 09:13 (294 leituras internas)
Time bom traz vitória, que traz público, que enche estádio. O Botafogo vive essa realidade em 2010. Campeão estadual, teve o cuidado de preservar o elenco, o treinador e de ainda turbinar o plantel pós-Copa, com Jobson e Maicossuel. E o retorno veio rápido. Em pontos, por exemplo. Dos 21 disputados nas últimas rodadas, os alvinegros ganharam 15. Em estabilidade, idem: nesse mesmo período, o time teve três empates e quatro vitórias seguidas. Subiu do 16º lugar para o 3o, onde está agora, confortável e sonhando com a Taça Libertadores. E também em retorno financeiro: contra o Atlético Mineiro, há 15 dias, eram 25 mil torcedores. Hoje, na sofrida vitória de 1 a 0 sobre o Avaí, gol de Fábio Ferreira, mais 35 mil. No fim, festa e a certeza de que ninguém cala o momento único que o botafoguense vive agora.
Dos últimos jogos, hoje foi o mais fraco. Num todo, a partida foi pobre. Muita marcação, tensão demais, bola de menos. Passes errados, poucas chances de gol. Jobson estava fora de sintonia, talvez pensando em Mano Menezes, aboletado numa cabine do estádio. Maicossuel só rendeu enquanto teve liberdade. Quando Bruno colou nele, sumiu. O melhor do Botafogo foi Somália, improvisado na latera-direita.
jobsonavaiNo Avaí, com apenas três titulares, correria, aplicação e pouca técnica. Faltou a velocidade de David, Caio e Robson na saída do meio para o ataque. Leandro Bonfim decepcionou. Sávio entrou no segundo tempo e nada fez. E, fora duas defesas seguidas de Jefferson e, na sequência, uma bola salva sobre a linha por Marcelo Cordeiro, o Botafogo teria levando a partida toda sob controle. Apesar de o Avaí ter equilibrado a partida no segundo tempo e, em alguns momentos, até ter sido melhor.
O momento é alvinegro. Numa outra época, o Avaí teria empatado e até virado o jogo no Engenhão. Agora, não. Mesmo sem brilhar, o Botafogo ganhou. Bons fluidos. E, no rastro desse faixo de luz, o time segue em lua de mel com seus torcedores. Terceiro lugar. E, como disse Joel Santana, não há limite para essa estrela. O professor parece ter razão.
Enviado por SouAvaianoem 21/08 20:37 (175 leituras internas)
Gente, o fato de estar na Política do DC durante as eleições me tira do aprofundamento.
Mas me mantenho lendo o noticiário, conversando com colegas, dialogando com torcedores.
E, confesso, tentei entender a decisão do Avaí de poupar jogadores neste importante jogo com o Botafogo. E não consegui.
Por mais que venham com explicações da área da fisiologia, fico com a impressão que resolveram brincar com coisa séria.
A Série A do Campeonato Brasileiro deve ser jogada no fio da navalha.
Se algum atleta se machucar, os que estão no banco (e por este motivo o grupo é importante) devem dar conta do recado.
Tá certo, o Botafogo achou seu gol num lance isolado.
Até então, a partida estava em banho-maria.
Foi mais um lance de competência individual do zagueiro do que de superioridade tática do alvinegro.
Mesmo assim, no momento em que o Avaí levou o gol, ficou aquela sensação: se o jogo estava equilibrado com os reservas, será que o Avaí não seria superior com sua força máxima? (disponível, claro, excetuando os suspensos e machucados).
Outro sentimento desagradável foi o de ver que, num jogo vital para a luta na tabela,o Avaí foi ultrapassado pelo adversário.
Assistindo ao segundo tempo, quando o Avaí deixou de empatar em um lance claro; quando continuou equilibrada a partida; quando com um “pouquinho” mais a história seria diferente em favor dos catarinense; reforcei a idéia de que uma grande mancada foi perpetuada.
E as conseqüências podem ser drásticas.
O próximo jogo é com o Inter. E será complicado. Se perder, vai-se o embalo.
Pode bater o Inter? Claro, na Ressacada a força do Leão é conhecida. Só alguém muito bobo para achar que virá a Floripa e encontrará facilidade.
Mas, dos jogos em casa, este é um dos mais complicados.
Enviado por SouAvaianoem 17/08 20:10 (153 leituras internas)
O processo de remodelagem do Avaí que penos nas primeiras rodadas do Brasileirão começou no Torneio de Florianópolis realizado durante a Copa do Mundo com o interino Édson Neguinho desmanchando o esquema com três zagueiros utilizado pelo antecessor Péricles Chamusca. O time catarinense perdeu o título para o Vasco por um gol, mas a base foi formada para o novo treinador.
antoniolopes_vip_30Antônio Lopes, profissional subestimado por muitos, mas de currículo mais que respeitável, assumiu logo após o torneio, mantendo a estrutura tática e a velocidade, principal características dos jogadores do setor ofensivo. Com seu estilo personalíssimo, acrescentou seu “toque pessoal”: forte marcação, atenção nos rebotes e nas bolas paradas e interação constante com seus comandados à beira do campo usando seus gritos agudos característicos.
Resultado: cinco vitórias (quatro no Brasileirão e os 3 a 1 sobre o Santos fora de casa pela Sul-Americana), dois empates e apenas uma derrota. Aproveitamento na competição nacional de 66,7% que colocaria o Leão da Ilha apenas uma posição acima da terceira colocação atual, mas junto do vice-líder Corinthians e bem mais perto do Fluminense.
O esquema de jogo é simples, mas com variações interessantes que o tornam competitivo, mesmo com mudanças na escalação: no 4-2-2-2 de Lopes, os laterais Patric e Eltinho têm características de alas, mas procuram compor a última linha e apoiar alternadamente. O miolo de zaga tem Emerson soberano pela esquerda e Rafael vem levando vantagem sobre Gabriel do outro lado. Na meta, Renan compensa a juventude com a segurança que o levou à seleção de Mano Menezes.
No meio, Marcinho Guerreiro atua mais plantado e libera as descidas de Rudnei pela direita. Do lado oposto, Rivaldo era mais volante que meia. O bom desempenho despertou o interesse do Palmeiras e Davi herdou a posição e as obrigações táticas. Se não marca tão bem quanto seu sucessor, acelera ainda mais as ações ofensivas.
Na frente, a grande sacada do “Delegado”: Caio teoricamente é meia, mas atua aberto pela direita, quase como um ponta. Pelo setor ele vem desequilibrando e sendo o melhor do time. Robinho é atacante, mas joga centralizado e um pouco mais atrás para aproveitar sua boa visão de jogo e a movimentação típica dos antigos “pontas-de-lança”.
Até se contundir no púbis, o velocíssimo Roberto ficava à frente e, pela distribuição do quarteto ofensivo, caía mais pela esquerda. Vandinho entrou bem na equipe e teve bela atuação contra o Santos, mantendo o posicionamento e a rapidez do ataque. Méritos do técnico na remontagem do time, que na prática atua num 4-3-2-1 “torto”.
Na estreia vitoriosa de Antônio Lopes sobre o São Paulo no Morumbi, Gabriel era o titular na zaga, Rivaldo foi mais volante que meia e Roberto acelerou os contragolpes pela esquerda. Um 4-3-2-1 mais nítido de um time ainda em formação..
Aos poucos o elenco vai ganhando outras alternativas interessantes, como o volante Bruno, que sempre melhora a marcação no meio, o lateral Marcos, ex-Cruzeiro, e os recém contratados Jéferson, Válber e Leandro Bonfim. O veterano Sávio também pode ser aproveitado, mas a perda da velocidade foi fatal para a carreira do atacante, ex-Flamengo e Real Madrid.
A maior dificuldade de Antônio Lopes para administrar a boa fase da equipe ficou bem nítida no último jogo, mesmo com o fundamental triunfo na Ressacada sobre o Corinthians por 3 a 2 numa das partidas mais eletrizantes do campeonato: o Avaí não sabe cadenciar o ritmo, rodar a bola e controlar o jogo. O time só rende se for intenso e veloz. Quando abriu vantagem e se recolheu para deixar o jogo à sua feição, deu espaços demais ao oponente, foi sufocado e por pouco cedeu o empate.
No triunfo sobre o Corinthians na Ressacada, algo mais próximo do 4-2-2-2 com Rafael na retaguarda, Davi pela esquerda e Vandinho na frente. Muita intensidade e rapidez, mas pouca posse de bola com a vantagem no placar.
Na goleada sofrida para o Guarani em Campinas, única derrota de Lopes, o “apagão” no início e os dois gols sofridos desarticularam totalmente a equipe. Oscilação normal dentro de uma competição tão nivelada.
O experiente treinador acerta ao conter a euforia e seguir o discurso de Silas no ano passado priorizando a manutenção na Série A. Mas se conseguir fazer a equipe manter a bola e saber o momento de esfriar o jogo, é possível melhorar a campanha de 2009 e lutar por uma vaga na Libertadores. Pelo Brasileiro ou até pela Sul-Americana.
Enviado por SouAvaianoem 16/08 17:40 (383 leituras internas)
Um espetáculo o bandeirão do Avaí, ontem.
Mais uma vez a torcida do Leão fazendo a diferença. Mais uma vez criativa.
Bacana ver a Ressacada vibrante, já tava fazendo falta.
Sim, sim, o engarrafamento, a tranqueira na entrada do setor D, tudo questões administrativas que a PM (independente de cores clubísticas do comando) e a direção (em relação às catracas) têm que resolver.
Mas o que vale foi a volta da alegria e do estádio cheio.
Quanto ao bandeirão, é o maior do Sul do Brasil, com 95 metros de comprimento x 40 metros de altura.
Foi confeccionado no RJ com material similar ao usado em paraquedas. Pesa 160kg.
Custou R$ 9 mil e R$ 6 mil já foram pagos com doações, rifas e campanhas.
Um dos idealizadores foi o torcedor Tiago Pravatto e a turma festeira do Setor D (veja o blog da moçada).
Ela vai ser estendida apenas na Ressacada e nos dias de jogos importantes como o de ontem.
E o Figueira, parece, estreia um bandeirão não sei se já no jogo de sexta-feira, aguardo retorno da Cofes.
Tá ficando bonito isso, hein?
Abaixo, um vídeo do bandeirão, feito por Jamira Furlani e, originalmente, postado no Blog do Torcedor, pilotado com competência pelo Esteves Júnior.
Enviado por SouAvaianoem 16/08 16:47 (145 leituras internas)
Tritão leitor e sereia leitora, eu vos pergunto: Qual o time que está na crista da onda? E eu vos respondo: É o Avaí.
O trocadilho é ruim, mas inevitável.
Desde que voltou da Copa, o Avaí vem subindo na tabela. É claro que o líder é o Fluminense de Muricy Ramalho, mas aí não há surpresa, não há novidade. Ele já era o vice-líder antes da parada.
Aliás, a última partida do Avaí antes da Copa, ainda com Chamusca como treinador, foi justamente contra o Fluminense, na Ressacada. E o time perdeu por 3 a 0, caindo para a 13ª. posição do campeonato.
Depois desta derrota, Antonio Lopes assumiu o time e, não apenas por isso, o Avaí deslizou para a parte de cima da tabela. Com uma marcação forte, muito preparo físico, toques rápidos e senso de conjunto, o time venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 1, passou pelo Palmeiras por 4 a 2, empatou com o Flamengo e Atlético-MG, goleou o Goiás por 4 a 1, levou um tombo contra o Guarani, e passou bem por Santos e Corinthians (completando seu ciclo de vitórias sobre paulistas).
Assim chegou ao terceiro lugar no Brasileiro e está praticamente na próxima fase da Sul-Americana.
A posição do time não se deve a um tsunami de sorte.
Parece ser um time com bom planejamento e uma diretoria inteligente. No ano passado, quando Silas amargava derrota atrás de derrota, o clube optou por mantê-lo e a equipe se recuperou espetacularmente na competição, chegando em sexto lugar.
Agora, a direção faz outra manobra esperta: contratou o treinador da seleção brasileira sub-20, Luís Verdini, para ser o orientador técnico das categorias de base.
Aliás, a atenção com os jovens já foi premiada com a convocação do goleiro Renan, vindo das categorias de base, para a seleção de Mano Menezes.
Atualmente, a maioria dos jogadores da equipe está ali entre 23 e 26 anos, ou seja, é um time que pode correr muito. Mas há um par de veteranos para cadenciar o jogo, dar uma acalmada na equipe, etc... São eles Marcinho Guerreiro, 35, e Sávio, 36. Um entra com raça e disposição, outro com habilidade e inteligência.
Mesmo com estas estrelas, o forte da equipe é o conjunto. Isso se pode ver na divisão de gols. O artilheiro da equipe é Roberto, com 5 tentos marcados, e logo atrás vêm Caio, Emerson e Robinho, com 4. Ou seja, ninguém disparou como salvador da pátria e os vários nomes entre os artilheiros mostram que a equipe tem uma interessante variação de jogadas.
Se poderia pensar que este momento do Avaí é um acaso, que o time não terá peças de reposição para o resto do campeonato, mas mesmo neste quesito o time de Guga vem se preparando e, nos últimos dias, contratou três jogadores: Vállber , que estava na Coréia e foi um dos destaques do Avaí que subiu à Série A em 2008; Bonfim, ex-Vasco e Fluminense, que veio para o lugar de Rivaldo, negociado com o Palmeiras; e Jéferson, que foi bem no Vasco em 2009, na conquista da Série B.
Enfim, eis aí um time que pode se manter na crista da onda até o final do campeonato.
Enviado por SouAvaianoem 15/08 22:57 (318 leituras internas)
Thiago Xavier Ribeirorobertocarlos_caio_ae_620
É impressionante como apenas um gol pode mudar todo o panorama de uma partida de futebol. No primeiro tempo, o Avaí começou o jogo da melhor forma que um time pode fazer quando joga em casa. O time catarinense pressionava a saída de bola do Corinthians, não dava espaços para a equipe paulista e dominava as ações do jogo. A movimentação intensa de Caio, David e Robinho causava muitas dificuldades aos corintianos. Esse belo início deu resultado logo aos 10 minutos de jogo, quando David abriu o placar. Porém, para o Avaí o primeiro tempo se resume a isso.
Só foi tomar o gol e o Corinthians acordou. O time visitante saiu para o jogo, e com o recuo dos catarinenses, passou a controlar a partida. Aos poucos Bruno César, Elias e Jucilei ganharam espaço e o Timão começou a levar perigo. A dupla Jorge Henrique e Alessandro dialogava bem pelo lado direito do campo, e por esse mesmo setor, se iniciou a jogada do gol de empate.
Na segunda etapa o Avaí entrou para decidir a partida e fez dois gols em 7 minutos. O time catarinense não repetiu os erros do primeiro tempo e passou a explorar muito bem os contra-ataques. Por conta dessa postura, o Corinthians teve mais dificuldades para jogar, pois sua defesa também era incomodada.
O árbitro da partida, Péricles Bassols, aos poucos foi se perdendo. A medida com que o jogo esquentou, e os atletas não viram por parte do juiz uma postura severa, qualquer marcação era motivo de revolta entre os jogadores. Ele distribuiu uma série de cartões amarelos para o Avaí e deixou de marcar um pênalti claro em Jorge Henrique.
Os paulistas precisavam correr atrás do prejuízo, mas o domínio territorial não resultou em muitas chances perigosas. Após diminuir com mais um gol de Bruno César, o timão era só ataque. Mesmo sem muita organização devido à proximidade do fim da partida, o Corinthians até teve um gol que foi corretamente anulado pela arbitragem. Após o apito final do confuso árbitro, o placar ficou mesmo em 3×2.
Enviado por SouAvaianoem 15/08 18:53 (232 leituras internas)
O Fluminense é show.
E líder absoluto, agora com quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder.
É verdade que começou o jogo no Maracanã, pintado de tricolor, com 49.471 pagantes, sendo dominado pelo misto forte do Inter.
E até achou um gol com Mariano, em bola desviada em Fabiano Eller, aos 19 minutos de jogo.
Daí em diante mandou no jogo.
Com direito a requintes, mais uma exibição de gala de Conca.
Que, três minutos depois, bateu escanteio na cabeça de Washington, que fez 2 a 0.
Bem que, cheio de brio, o Colorado ainda tentou complicar a vida carioca, mas Conca deixou Emerson na cara do gol para fazer 3 a 0, aos 14 do segundo tempo.
Numa tarde iluminada, a torcida do Flu ainda pôde comemorar a derrota do Corinthians, na Ressacada, por 3 a 2 para o Avaí.
O time de Guga deu a impressão de que ganharia facilmente no começo do jogo e até fazer 1 a 0, em belo lance, com Davi, logo aos 10 minutos.
Mas eis que o time catarinense recuou sem precisar, o Corinthians tomou conta, criou chances, mandou bola na trave com Iarley e acabou por empatar, com Bruno César, ainda na primeira etapa, aos 40.
Deu azar, porém, porque logo aos 2 do período complementar, Patrick fez linda jogada pela direita, bateu cruzado e Chicão tocou contra o próprio gol: 2 a 1.
Em seguida, Jorge Henrique foi derrubado na área e, a exemplo da partida anterior, contra o Flamengo, pagou pela fama de cai-cai, pois foi outro pênalti claríssimo.
Se não bastasse, três minutos, aos 7, em escanteio, o miolo de área alvinegro falhou e a bola sobrou para o zagueiro Rafael fazer 3 a 1.
O jogo seguiu bom, aberto, lá e cá, e, finalmente, aos 30, em jogada de Jucilei, Bruno César, outra vez, marcou seu oitavo gol no Brasileirão, diminuindo a diferença.
Jucilei ainda empatou, de cabeça, mas estava impedido.
E seria o mais justo, mas, como não foi, o resultado pôs o Avaí no G4, prêmio à sua bela campanha.
No Morumbi, com 12.661 pagantes, o São Paulo abusou do direito de perder gols contra o Cruzeiro.
Fez 1 a 0 com o menino Casemiro, no primeiro tempo, mas tomou o empate no segundo, de Wellington Paulista, num gol chorado, buscado, pouco comum.
No fim, Thiago Ribeiro, quase de bola e tudo, aumentou o castigo e virou para 2 a 1, num resultado que não era o que o jogo tinha sido, razão pela qual, o empate em 2 a 2, com Ricardo Oliveira, nos minutos derradeiros, amenizou a dor tricolor, num belo jogo de futebol.
E o Vasco ganhou mais uma e PC Gusmão segue absoluto: 2 a 1 no Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, com gols de Éder Luís, aos 9 do primeiro tempo, e de Nílton, de pênalti, aos 34 do segundo, depois que o time local havia empatado, aos 13.